Economia

24/11/2018 00:00

Como o perfil de investidor influencia na forma de aplicar o dinheiro

Mesmo os investidores menos experientes já sabem: conhecer o próprio perfil é essencial para definir quais aplicações são as mais indicadas para se conseguir realizar os objetivos durante toda a vida. No entanto, nem tudo é tão simples assim, pois não basta consultar um gerente ou fazer um teste on-line.

 

Isso porque o perfil de investidor, apesar de mostrar a sua relação com os riscos e retornos que um investimento pode oferecer, é muito mais que isso! Trata-se de uma análise da carreira financeira, pois as pessoas estão em constante transformação e, por isso, modificam seu pensamento estratégico com a mesma velocidade.

 

Assim, o momento de vida deve ser levado em consideração também. Com isso, embora o perfil se modifique conforme o tempo, estará sempre ajustado com o que o investidor espera dos seus ativos. Afinal, tudo importa na hora de escolher as aplicações mais indicadas para compor a carteira.

Como o momento de vida impacta no perfil?

Antes de tudo, é preciso compreender o que exatamente significa momento de vida. Trata-se de uma avaliação pessoal que envolve não somente a idade do investidor, mas também o ponto da carreira em que se está e onde se pretende chegar; todas as circunstâncias pessoais devem ser levadas em conta.

 

Para entender melhor, vale a pena utilizar um exemplo simples: determinado investidor no início da carreira nem sempre possui uma reserva financeira. Nesse momento de vida, é provável que as contas sejam pagas com dificuldade, mas ainda resta uma pequena quantia de dinheiro para investir.

 

Esse investidor, especificamente, apesar de não possuir grande reserva disponível ou ser capaz de oferecer grandes aportes mensais, possui uma carreira inteira pela frente. Por esse motivo, é possível compor uma carteira arrojada - com ações e fundos de investimentos -, já que dispõe de mais tempo para arriscar.

 

Assim, quaisquer perdas que venha a sofrer podem ser compensadas no médio e longo prazos. Com o tempo, no entanto, ao ascender na carreira e já colhendo os resultados de seus primeiros investimentos, esse investidor provavelmente acumulou recursos o suficiente para viver de maneira mais tranquila e, por isso, pode modificar a estratégia da carteira.

 

Desse modo, o perfil deixa de ser arrojado e se torna mais moderado - com maior porcentagem de renda fixa, por exemplo, e menos ações. Isso porque, ele já possui um patrimônio valorizado e já não tem tanto tempo para compensar eventuais prejuízos, ou seja, deve possuir aplicações que tragam estabilidade, ainda que sejam menos rentáveis.

 

Conforme o tempo passa, a tendência é que esse investidor se torne mais e mais conservador. Próximo à aposentadoria, ele pensa mais em manter o patrimônio acumulado durante a carreira para que viva despreocupado com as finanças. Ainda pode (e deve!) investir, mas risco não faz parte do seu vocabulário mais; afinal, não dispõe de tempo para compensação. O ideal, nesse ponto, é aplicar em investimentos indexados à inflação e fundos DI.

Mas e a tolerância a riscos em cada perfil?

Claro, além do momento de vida em que o investidor se encontra, a forma com que ele encara os riscos também é fundamental para compreender seu perfil. Isso porque existem diversas formas de encarar eventuais perdas na rentabilidade, e cada uma delas indica um conjunto de ativos mais adequado.

 

Assim, quanto mais tolerante for o investidor, mais arrojada a carteira. Afinal, ativos com bastante oscilação exigem paciência e, muitas vezes, sangue frio; por outro lado, quem perde o sono só de imaginar uma queda na bolsa tem perfil mais conservador e, por essa razão, deve optar por aplicações de renda fixa, ou menos voláteis.

 

Na prática, não existe uma fórmula correta, por isso há varias combinações de investimentos! Tudo depende da personalidade do investidor e o mais indicado é sempre fazer uma análise pessoal para compreender quais as aplicações perfeitas para cada um; investir exatamente igual a um amigo ou colega de trabalho pode ser fatal para as finanças.

 

Além disso, é importante pesquisar e conhecer sobre o mercado financeiro. Quanto mais conhecimento e experiência se tem, os resultados se tornam mais assertivos e, portanto, melhores. Isso porque nem sempre investimentos mais rentáveis são os melhores, não é? Como dito anteriormente, tudo depende dos objetivos que se tem, do momento de vida em que se encontra e, claro, de como se lida com o dinheiro.

 


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