Política

19/09/2014 08:26 Fonte: Jornal Diario Regional

Por determinação da Justiça, mais de dois mil cavaletes são recolhidos em S.André

A Justiça Eleitoral já ordenou a retirada de mais de dois mil cavaletes irregulares das ruas de Santo André. A apreensão realizada com mão de obra e infraestrutura cedidas pe­la prefeitura está acima do esperado, o que obrigou o Paço a encaminhar as propagandas à Companhia Regional de Abasteci­mento Integrado de Santo André (Craisa), ao invés da Sosp Guarará.

As informações são do secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, Paulinho Serra (PSD), que nega qualquer interferência do governo nas ações da Justiça Eleitoral. O presidente do diretório local do DEM, Fernando Marangoni, no entanto, contestou a isonomia alegada pelo governo. “Como as normas são subjetivas vemos muitos cavaletes regulares sendo apreendidos”, comentou.

Marangoni contabiliza cerca de 15 peças de campanha de Evilásio Santana Santos, o Bahia, e Rodrigo Garcia levadas por funcionários da prefeitura. Os políticos concorrem aos cargos de deputado estadual e federal, respectivamente. Na semana passada, Marangoni pediu para que a juíza Teresa Cristina Cabral dos Santos, responsável pela 156ª Zona Eleitoral, divulgasse o cronograma e trajeto para retirada de material irregular. A magistrada autorizou.

Com campanha robusta em termos de publicidade para deputado federal, o vereador Roberto Rautenberg (PTB) entende que as apreensões deste ano são similares às da disputa de 2012. “Tenho mais cavaletes destruídos por vândalos do que apreendidos pela Justiça”, avaliou.

O petebista disse ter encomendado 150 peças no início da campanha, completadas com mais 200 no começo do mês. Dos 350 itens, ao menos 30 já saíram de circulação. Assim como o representante do DEM, Rautenberg duvida da neutralidade das equipes que fazem a retirada.

A campanha do presidente do PMDB de Santo André e candidato a deputado estadual, Nilson Bonome, afirmou que teve cerca de 50 cavaletes retirados das ruas. Porém, a coordenação da campanha não acredita que tenham sido retirados pela Justiça Eleitoral, porque não houve notificação.

Quarto convênio

Esta é a quarta eleição em que o Executivo andreense sela convênio com a Justiça para a fiscalização. Os cavaletes apreendidos só poderão ser retirados após o período eleitoral.


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